Bastidores - Professor Ferreira
fevereiro 13, 2017
Todos sabem que sou evangĂ©lico desde a minha adolescĂȘncia, como sou uma figura pĂșblica devido a minha passagem durante 15 anos como apresentador de um programa de rĂĄdio numa emissora local, todos conhecem a minha posição em relação ao carnaval e, especificamente, pela sua realização com dinheiro pĂșblico. Sempre defendi a tese que carnaval deve ser bancado pela iniciativa privada, principalmente quando se trata de pequenas e mĂ©dias cidades deste Nordeste sofrido, que vive o seu quinto ano de seca e tem milhares de outras coisas para priorizar. NĂŁo quero e nem devo discutir nesse espaço se alguĂ©m gosta, ou deixa de gostar da festa de Momo; se deve ou nĂŁo haver carnaval, acredito atĂ© que sim, tem que haver, afinal, Ă© uma festa popular, a maior do Brasil, sĂł que deve ser uma festa do povo, para o povo, sem financiamento pĂșblico e, para Areia Branca, a minha opiniĂŁo nĂŁo poderia ser diferente, nĂŁo por motivos religiosos, embora isso tambĂ©m pese na minha opiniĂŁo, muito mais por achar que se configuraria num acinte sem precedentes. "Torrar" dinheiro pĂșblico em um momento tĂŁo delicado da economia do municĂpio, e porque nĂŁo dizer em plena crise nacional. Acho que o municĂpio deve preparar a cidade para receber provĂĄveis visitantes, e filhos da terra que moram fora, que querem brincar, rever amigos e parentes e fornecer a infra estrutura mĂnima como um espaço adequado, segurança, apoio logĂstico, iluminação, hospital equipado, ambulĂąncias, dentre outras pequenas coisas, e quem gostar e quiser que faça a festa. Como nĂŁo sou porta voz de ninguĂ©m, falo em meu nome, salientando que respeito e nĂŁo discuto com quem pensa diferente. Como costumava terminar cada comentĂĄrio que fazia no rĂĄdio, - ESSA PELO MENOS Ă A MINHA OPINIĂO.

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