Com guerra de facções, RN tem recorde de 206 assassinatos em janeiro", matéria de Carlos Madeiro para o UOL, com dados do OBVIO RN e entrevista com Ivenio Hermes
fevereiro 10, 2017
O Estado do Rio Grande do Norte registrou 206 homicídios em janeiro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Observatório da Violência Letal Intencional do Rio Grande do Norte, ligado à Universidade Federal Rural do Semiárido. Segundo a instituição, o mês foi o mais violento da história do Estado --o que se explica, em partes, pela guerra de facções que resultou em mortes dentro e fora de presídios.
Segundo os dados, o número de mortes em janeiro cresceu 40% em relação ao ano passado, saltando de 147 para 206. O ano de 2016 foi o mais violento da história potiguar, com 1.988 homicídios --média de 5,4 crimes por dia. Neste ano, o mês de janeiro elevou essa média para 6,6.
Entre as mortes computadas em presídios, estão as 26 do dia 14 na penitenciária de Alcaçuz, em Nisia Floresta; e uma na Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó.
Há também suspeita de que outras mortes tenham sido provocadas pela briga das facções Sindicato do RN e PCC (Primeiro Comando da Capital) --que disputam o poder do crime no RN. Uma delas, no dia 26, foi filmada e publicada nas redes sociais pelos assassinos, que decapitaram a vítima e se intitulam como integrantes do PCC.
"Ainda se subtrairmos os mortos de Alcaçuz, teremos 33 casos a mais que em 2016", afirma o coordenador do observatório, o pesquisador Ivênio Hermes.
Ivênio Hermes ainda avalia que o número de mortos pode ser maior, já que não se tem certeza sobre a quantidade de assassinatos dentro de Alcaçuz.

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