Quem ama realmente Areia Branca?

maio 29, 2017


Renasce em Areia Branca ufanismo esquecido em outrora, o mesmo herdado dos nossos antepassados que escreveram nossa linda histĂłria. Trata-se do amor que temos por cada metro, centĂ­metro desse chĂŁo. É aquela mĂĄxima: nĂłs podemos falar das nossas mazelas que nĂŁo sĂŁo poucos, porĂ©m, nĂŁo outorgamos esses poderes a nem um outro alheio. Agora vem uma  cidade circunvizinha, menor atĂ© mesmo que Ponta do Mel, com acho eu uns 20 anos de emancipação polĂ­tica,  desmembrada de uma outra cidade. Com todo respeito aos seus moradores e munĂ­cipes, aqui temos histĂłria centenĂĄria, somos responsĂĄveis pelo superavit da balança comercial do Rio Grande do Norte, pois temos senĂŁo, o maior Porto fluvial do mundo que exporta o sal marinho para o planeta. Fico triste que gestĂ”es anteriores tenha permitido essa aberração de inicialização  dessa discussĂŁo na Seara, subestimando ou dolosamente pactuando com o inexpressivo ontem vilarejo de Porto do Mangue. Aqui inexiste lado partidĂĄrio, pois o objeto dessa querela Ă© o limite da nossa histĂłria, do nosso valor, da nossa lĂ­rica paisagem atĂ©  sua Ășltima praia nos  42 km percorrido de encantamentos gratuitos. Portanto o amor estĂĄ acima de tudo e de todos, acima de votos, poder,  serĂĄ um Ăłtimo teste para saber realmente quem ama Areia Branca.

Texto: Dario Lima
Foto: Emerson Rodrigues

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