MENINA COM 24 HORAS DE VIDA É SALVA PELO FÍGADO DE UM MOSSOROENSE
outubro 25, 2017Diagnosticada com hepatite fulminante, Andrea Nascimento da Silva de 10 anos moradora da cidade de Natal, foi salva ao receber fígado de mossoroense de 46 anos. A família do doador decidiu autorizar a doação dos órgãos após detectada morte cerebral do paciente que estava no Hospital Regional Tarcísio Maia.
A mãe de Andrea, Tatiana Nascimento, conta que a menina chegou indisposta da escola, mas pensou ser apenas uma virose, visto que haviam muitos casos acontecendo nos arredores de onde moravam em Natal. Porém, uma semana se passou e os sintomas só aumentavam. O alerta foi quando a mãe percebeu que os olhos de Andrea estavam amarelos. A menina foi então diagnosticada com hepatite A e internada.
Depois de menos de uma semana internada, os sintomas da doença se agravaram e Andrea não andava mais e a mãe percebeu a presença de sangue na urina. Foi então que a garota foi transferida para a UTI do Hospital Universitário Onofre Lopes. Nesse período Tatiana soube que a filha precisaria de um transplante de fígado de emergência.
O Estado do Rio Grande do Norte não oferece esse transplante, logo a menina teria que ir para Fortaleza em busca de uma salvação. O Governo liberou o avião para o transporte de Andrea que no dia 5 de abril estava na lista de espera, porém lhe restavam apenas 24 horas de vida.
Na cidade de Mossoró, um homem de 46 anos morre no Hospital Regional Tarcísio Maia. O mesmo teve morte cerebral e logo a família autorizou a doação dos seus órgãos. A mãe de Andrea conta a apreensão do momento: “A minha filha só tinha 24 horas de vida quando entrou na fila do transplante. Estava praticamente morta, já estava intubada, inchada, eu não a enxergava mais. Ela não tinha tempo, precisava que alguém morresse. E isso deu a vida a ela”.
Para que desse tempo de fazer o transplante, duas aeronaves foram usadas, uma para levar a equipe médica para fazer o procedimento de retirada do fígado no hospital em Mossoró e leva-lo até Natal. Lá outro avião já aguardava o órgão para ser encaminhado para Fortaleza. No Hospital São Carlos, a menina recebeu o órgão que salvou sua vida, sem ficar com nenhuma sequela. A mãe Tatiana disse: “Acho que, depois do transplante, ficou até mais bonita. Digo que sou mais apaixonada por ela agora do que era antes”.

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