DE ÚLTIMO A QUASE PÓDIO: O SHOW DE HAMILTON NO GP DO BRASIL

novembro 13, 2017


Há corridas, na F1, em que o espetáculo maior não é proporcionado pelos três primeiros colocados, os que celebram a conquista no pódio, mas por outros pilotos. Por exemplo ao avançarem na classificação, com ultrapassagens seguidas, deixando o público em pé nas arquibancadas. Esse foi o caso do GP do Brasil disputado neste domingo em Interlagos.

Sebastian Vettel, da Ferrari, segundo no grid, largou melhor que Valtteri Bottas, Mercedes, o pole position, e recebeu a bandeirada em primeiro, com méritos. “Manobra decisiva”, disse depois. Bottas cruzou a linha de chegada apenas em segundo, 2s762 atrás, e Kimi Raikkonen, da Ferrari, terceiro no grid, terminou na mesma colocação.

Mas quem concentrou a maior parte das atenções do ótimo público de quase 70 mil torcedores no autódromo (141.218 nos três dias de competição), e possivelmente de milhões de telespectadores, foi o campeão do mundo este ano, Lewis Hamilton, da Mercedes, quarto título da extraordinária carreira.

O piloto inglês largou dos boxes, por ter errado e batido na sessão de classificação, sábado, a Mercedes aproveitar para substituir a unidade motriz, e cruzou a linha de chegada, ao final da 71ª volta, em quarto, apenas 5s486 depois de Vettel, a 868 milésimos de Raikkonen e a 2s706 de Bottas. Sem que o safety car, acionado da primeira a quinta volta, tenha sido decisivo na sua evolução.

Vale muito a pena acompanhar, em detalhes, a performance, em Interlagos, desse piloto que lidera o ranking de pole positons da F1, com 72, e está em segundo em número de vitórias: tem 62 e Michael Schumacher, primeiro, 91.

O sinal verde na saída dos boxes só foi aceso depois de o 19º colocado passar pela mesma saída dos boxes, pela pista. Só então Hamilton, 20º, pôde iniciar sua corrida. O seu engenheiro, Peter Bonnington, e o estrategista da Mercedes, James Vowles, junto com o piloto, optaram por começar o GP Brasil com pneus macios. Os dez primeiros tinham supermacios. A Pirelli distribuiu os pneus médios também.

Ainda na Curva do Sol, depois do S do Senna, após a largada, uma colisão entre Kevin Magnussen, da Haas, o belga Stoffel Vandoorne, McLaren, e Daniel Ricciardo, RBR, bem como outro choque, no Laranjinha, entre Esteban Ocon, Force India, e Roman Grosjean, Haas, alterou a classificação da prova.

Magnussen, Vandoorne e Ocon tiveram de abandonar. Ricciardo foi para os boxes, para substituir os pneus, danificados na batida.

O safety car entrou na pista. Com o abandono dos três pilotos e o pit stop de Ricciardo, Hamilton pulou de 20º para 16º. Na 2ª volta, com o safety car, Pascal Wehrlein, da Sauber, e Grosjean também fizeram um pit stop cedo. Hamilton ganhou mais duas colocações. Passou de 16º para 14º.

No fim da 5ª volta, o safety car entrou nos boxes, liberando a corrida. Os seis primeiros eram estes: 1º Vettel, 2º Bottas, 3º Raikkonen, 4º Max Verstappen (RBR), 5º Felipe Massa (Williams), 6º Fernando Alonso (McLaren). Hamilton, o 14º.


Foi muito divertido



No GP do México, há duas semanas, Hamilton precisou parar nos boxes no fim da primeira volta por causa de um toque de Vettel no seu pneu traseiro direito. O alemão da Ferrari necessitou do pit stop também para substituir o aerofólio dianteiro. Dessa forma, Hamilton terminou a prova no Circuito Hermanos Rodriguez em nono e Vettel, quarto. Essa combinação de resultados garantiu a conquista do quarto título mundial de Hamilton.

O inglês comentou: “Não é a melhor maneira de celebrar a vitória no campeonato mas, claro, é bem vinda”.

Neste domingo, em Interlagos, Hamilton comentou também seu desempenho, queria o pódio a todo custo: “Fui o mais rápido durante todo o fim de semana. Provavelmente faria a pole e seguiria em primeiro até a bandeirada. Mas o que aconteceu (bater na classificação) tornou a corrida mais divertida para mim. Na sexta-feira, na simulação de corrida, com os pneus macios, eu era meio segundo mais rápido que todos, e isso com o motor já bem usado.”

A respeito da luta com Raikkonen para coroar a belíssima apresentação com o pódio, Hamilton explicou: “Foi uma pena eu não ter mais pneus no final”.

A vitória de Vettel quase garante ao alemão o legítimo título de vice-campeão do mundo. Depois de 19 etapas ele soma 302 pontos, diante de 280 de Bottas. São 22 pontos de diferença. Para Bottas ser vice terá de vencer o GP de Abu Dhabi, último do calendário, dia 26, no Circuito Yas Marina, e torcer para Vettel ser no máximo nono. Com os 12 pontos do GP do Brasil, Hamilton chegou a 345.

Fonte: globoesporte.com



Você pode gostar também

0 comentários

Postagens Populares

Curti Facebook

Publicidades