JUIZ CONCEDE LIBERDADE AO EX-MINISTRO HENRIQUE ALVES

julho 13, 2018

Henrique Alves depĂŽs Ă  Justiça Federal sobre acusaçÔes da Operação Manus na Ășltima segunda-feira (9) (Foto: Pedro Vitorino)

O ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB) teve a prisĂŁo domiciliar revogada pelo juiz Francisco Eduardo GuimarĂŁes Farias, da 14ÂȘ Vara Federal de Natal. Com isso, ele passarĂĄ a responder em liberdade ao processo da operação Manus, em que Ă© acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em investigação de desvios na construção da Arena das Dunas. A defesa acredita que o processo 'caminha para absolvição'.

Alves foi preso no dia 6 de junho de 2017 e ficou detido na Academia de Polícia Militar, em Natal, até o dia 3 de maio de 2018 quando passou a cumprir prisão domiciliar. Henrique Alves foi ministro do Turismo nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer e presidente da Cùmara Federal.

Alves havia sido alvo de duas ordens de prisĂŁo – a segunda, pela operação SĂ©psis que investigou desvios no Fundo de Investimentos do FGTS, administrado pela Caixa EconĂŽmica Federal, da qual o ex-ministro foi presidente.

InvestigaçÔes
A operação Manus investigou um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas. Além de Henrique Alves, também foram denunciados na operação o ex-deputado Eduardo Cunha, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, o ex-dirigente da Odebrecht Fernando Reis e mais duas pessoas ligadas ao ex-ministro.

Os dois ex-deputados sĂŁo acusados pelos procuradores da RepĂșblica de terem recebido propinas disfarçadas de doaçÔes eleitorais, oficiais e nĂŁo oficiais. Segundo o MPF, em troca do suborno eles teriam atuado para favorecer empreiteiras como OAS e Odebrecht nas obras da Arena das Dunas, em Natal, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

Depoimentos da Operação Manus
Na Ășltima segunda-feira (9), o ex-ministro prestou depoimento na Justiça Federal. Na ocasiĂŁo, Alves negou Ă  Justiça Federal todas as acusaçÔes contra ele e disse acreditar que "o MP agiu por desinformação".

Em nota, o advogado de Alves, Marcelo Leal, afirmou que acontecerĂĄ, nesta sexta, o Ășltimo ato de instrução do processo com o interrogatĂłrio de Eduardo Cunha, por videoconferĂȘncia, tambĂ©m no processo da operação Manus.


"Após a oitiva de quase uma centena de testemunhas, com todas as provas favoråveis à defesa, o processo caminha a passos largos para a absovição de Henrique", disse Leal.

Operação Sépsis
A operação SĂ©psis foi deflagrada em 1Âș de julho de 2016 como desdobramento da operação Lava Jato. O objetivo da operação SĂ©psis foi investigar um suposto esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do FI-FGTS.

AlĂ©m de Henrique Alves, tambĂ©m sĂŁo rĂ©us o ex-deputado Eduardo Cunha, FĂĄbio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, o empresĂĄrio Alexandre Margotto e LĂșcio Funaoro, apontado como operador de propinas do MDB.

A denĂșncia do MinistĂ©rio PĂșblico que originou o processo afirma que os investigados cobraram e receberam propina de empresas interessadas em obter emprĂ©stimos do FI-FGTS.

G1 RN

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