MORTES POR AIDS CRESCEM 208% NO RN EM 10 ANOS

novembro 27, 2018

Mortes por Aids cresceram 208% no Rio Grande do Norte em 10 anos — Foto: Prefeitura de UberlĂąndia/Divulgação

Dados sĂŁo do MinistĂ©rio da SaĂșde e foram divulgados nesta terça-feira (27). Coeficiente de mortalidade no Rio Grande do Norte passou de 1,2 em 2007 para 3,7 Ăłbitos por 100 mil habitantes em 2017.

Por G1 RN

O coeficiente de mortalidade por Aids aumentou 208% no Rio Grande do Norte em dez anos. Os dados sĂŁo do MinistĂ©rio da SaĂșde e foram divulgados nesta terça-feira (27). De acordo com o levantamento, o coeficiente de mortalidade passou de 1,2 em 2007 para 3,7 Ăłbitos por 100 mil habitantes em 2017.

Em nĂșmeros absolutos o aumento foi de 251%, passando de 41 mortes por Aids em 2007 para 144 Ăłbitos em 2017. Para o coordenador do Programa Estadual DST/Aids, SĂ©rgio Cabral, o aumento de Ăłbitos se deve ao crescimento do nĂșmero de pacientes que abandonam o tratamento. "Estamos fazendo um trabalho de acolhimento desse paciente, para conscientizar sobre a importĂąncia do tratamento e diminuir os casos de abandono", disse.

Em relação aos casos de Aids, desde o ano de 2007, também observa-se aumento da taxa de detecção de aids no estado. Eram 11,3 casos por cada 100 mil habitantes em 2007, e, em 2017, são 18,9 para cada 100 mil habitantes, o que representa um aumento de 67,2%.

Tratamento

Segundo o Boletim EpidemiolĂłgico, da estimativa de pessoas infectadas pelo vĂ­rus no paĂ­s, 84% estĂŁo diagnosticadas e, portanto, tĂȘm conhecimento do estado sorolĂłgico.

Embora essa taxa tenha se mantido de 2016 para 2017, o índice de pessoas em tratamento aumentou, passando de 60% para 75%. Até setembro de 2018, 585 mil pessoas estavam em tratamento para Aids no Brasil. Destes, 87% estão fazendo tratamento com o remédio Dolutegravir.

A meta da Organização das NaçÔes Unidas (ONU) para 2020 Ă© que o percentual de diagnosticados chega a 90%. Destes, espera-se que 90% façam tratamento e que 90% tambĂ©m cheguem ao nĂ­vel indetectĂĄvel de HIV no sangue — estado de tamanha baixa na concentração do vĂ­rus que a chance de transmissĂŁo do vĂ­rus Ă© quase nula.

Atualmente, o Brasil tem 866 mil pessoas portadoras do HIV ou com Aids, segundo estimativa o MinistĂ©rio da SaĂșde. Destas, 92% estĂŁo com o vĂ­rus indetectĂĄvel.


“A pessoa que Ă© indetectĂĄvel nĂŁo transmite o HIV. É um benefĂ­cio pessoal porque nĂŁo adoece e nĂŁo morre, e nĂŁo transmite o vĂ­rus”, disse a diretora do Departamento de InfecçÔes Sexualmente TransmissĂ­veis IST, HIV, Aids e Hepatites Virais do MinistĂ©rio da SaĂșde, Adele Benzaken, durante o lançamento da campanha de prevenção ao vĂ­rus.

“A nĂŁo transmissĂŁo do vĂ­rus quebra os estigmas. A pessoa que chega ao nĂ­vel indetectĂĄvel, domina o vĂ­rus.

O tratamento Ă© gratuito e oferecido pelo Sistema Único de SaĂșde.

Embora as taxas estejam aumentando em direção Ă s recomendaçÔes da ONU, em termos numĂ©ricos, houve um aumento gradual no nĂșmero de casos diagnosticados de HIV entre 2012 e 2017, passando de 491 mil para 731 mil pessoas.

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