REFORMA TRABALHISTA FOI A MAIOR PROPAGANDA ENGANOSA DO GOVERNO TEMER
novembro 10, 2018Baseado nos argumentos utilizados pelo governo Michel Temer, por deputados federais e senadores de sua base de sustentação e por associaçÔes empresariais para defender a aprovação da Reforma Trabalhista, hoje o paĂs estaria em situação de pleno emprego.
Nas peças publicitĂĄrias, nos releases Ă imprensa, nas entrevistas em programas de TV, uma reforma removeria todos os "entraves" para que uma torrente de leite e mel corresse pelo meio-fio das ruas e avenidas nas grandes cidades brasileiras e pelas estradas de chĂŁo no campo. E, correndo por elas, brilhantes unicĂłrnios vomitariam arco-Ăris perfumados sobre as contas bancĂĄrias dos mais pobres.
Durante meses, acompanhei, no Congresso Nacional, um rolo-compressor de interesses econĂŽmicos atropelar a necessĂĄria discussĂŁo sobre a atualização na legislação trabalhista em nome de um projeto que facilitou a precarização da proteção Ă saĂșde e segurança do trabalhador. Qualquer tentativa de aprofundar a discussĂŁo era abortada. Propostas para realizar uma Reforma Sindical, que fortalecesse os bons representantes e desidratasse os picaretas antes da Reforma Trabalhista, com mudança na unicidade sindical, por exemplo, eram vistas com desdĂ©m.
NĂŁo havia espaço para o diĂĄlogo, apenas a pressa. Tanto que o Senado Federal abriu mĂŁo de seu papel de casa revisora, aceitando aprovar o texto que veio da CĂąmara dos Deputados sem modificaçÔes. Engoliram a mentira de que o governo se empenharia para retirar pontos com os quais os senadores nĂŁo concordavam, como a possibilidade de gestantes e lactantes trabalharem em ambientes insalubres ou a garantia de que trabalhadores nĂŁo seriam demitidos e contratados sob jornada intermitente sem uma quarentena de 18 meses. Temer publicou uma medida provisĂłria que, depois, caducou e ficou por isso mesmo. A PresidĂȘncia da CĂąmara dos Deputados, que nĂŁo tinha interesse na MP, tambĂ©m nĂŁo se esforçou em votĂĄ-la.
Afinal a Reforma Trabalhista nĂŁo era um projeto para ser construĂdo coletivamente, debatido com patrĂ”es e empregados, mas a entrega de uma encomenda, pagamento pelo apoio de parte do empresariado Ă troca de comando na RepĂșblica.
(Leia a Ăntegra do texto no post do blog https://bit.ly/2Dwex2B)

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