MP denuncia ex-governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria

julho 17, 2020


Robinson Faria, ex-governador do RN — Foto: Leonardo Erys/G1


O MinistĂ©rio PĂșblico do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou o ex-governador Robinson Faria e outras dez pessoas por participação em um esquema que desviou cerca de R$ 3,7 milhĂ”es da Assembleia Legislativa do RN. A denĂșncia Ă© resultado da operação Croupier deflagrada em junho de 2019.

Em nota, a defesa do ex-governador afirmou que "atravĂ©s de uma nova denĂșncia incapaz de descrever qualquer conduta criminosa por parte de Robinson, a acusação demonstra novamente toda sua determinação em vinculĂĄ-lo a qualquer custo a imaginadas irregularidades ocorridas entre os anos de 2008 e 2010". A nota, assinada pelos advogados JosĂ© Luis Oliveira Lima e Daniel Kignel, diz ainda que a "defesa tem total confiança de que esta nova acusação, absolutamente infundada, serĂĄ rejeitada pelo Poder JudiciĂĄrio".
A assessoria da Assembleia Legislativa informou que a instituição não vai se pronunciar.


Segundo as investigaçÔes, o crime de peculato foi cometido pelo ex-governador e demais réus na Assembleia Legislativa entre os anos de 2008 e 2010, período em que Robinson ocupava a cadeira de presidente da ALRN. A Croupier é um desdobramento da operação Dama de Espadas, que também apurou fraudes na sede do legislativo potiguar.

De acordo com o MP, Rodrigo Marinho contava com o apoio de outro servidor da AL, que era responsĂĄvel por arregimentar servidores fantasmas que eram inseridos na folha de pagamento da Assembleia Legislativa. Os funcionĂĄrios fantasmas serviam para desviar dinheiro pĂșblico, segundo o MP.

Esses servidores, que efetivamente não trabalhavam, tinham, em sua maioria, um grau de instrução baixo. Eles devolviam praticamente todo o salårio recebido para o servidor, que repassava os montantes para Rodrigo Marinho.

De acordo com o MP, o ex-secretĂĄrio administrativo da ALRN Rodrigo Marinho Nogueira Fernandes usou parte do dinheiro desviado para pagar salĂĄrios de empregados e insumos de um haras turĂ­stico de propriedade dele.

Marinho tambĂ©m Ă© rĂ©u no processo da operação Dama de Espadas, de agosto de 2015, sendo considerado integrante do nĂșcleo principal da organização criminosa investigada naquela Ă©poca.

O G1 nĂŁo conseguiu contato com a defesa de Rodrigo Marinho. A denĂșncia foi recebida pela 6ÂȘ vara Criminal de Natal.

Operação Croupier

A partir de documentos encontrados na casa de Rodrigo Marinho apĂłs cumprimento de mandados de busca e apreensĂŁo da operação Dama de Espadas, o MPRN passou a investigar os desvios praticados pelo “grupo de Pirangi do Norte”.

O grupo recebeu esse nome porque diversas pessoas, identificadas nos documentos encontrados pelos agentes, moravam no mesmo distrito em Parnamirim - algumas, na mesma casa. O ex-secretĂĄrio administrativo era tido como o “financeiro” da ALRN e da organização criminosa. Para o MP, era ele quem controlava e emitia os cheques para pagamento de servidores da Casa Legislativa e fornecedores.

Rodrigo Marinho, de acordo com o que foi apurado pelo MinistĂ©rio PĂșblico, chefiava um grupo de pessoas que eram inseridas na folha de pagamento da Assembleia Legislativa.

Com conteĂșdo G1RN

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