Toffoli suspende impeachment de Witzel na Alerj

julho 27, 2020


 
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, acolheu o pedido da defesa de Wilson Witzel e determinou que uma nova comissĂŁo especial para conduzir seu processo de impeachment na Assembleia Legislativa seja formada. A decisĂŁo Ă© desta segunda-feira.

O ministro considerou vĂĄlido o argumento da defesa de que nĂŁo houve proporcionalidade na formação da comissĂŁo. Agora, uma nova comissĂŁo deverĂĄ ser formada. O que, na prĂĄtica, dĂĄ mais tempo para o governador do Rio de Janeiro. Toffoli levou em consideração a proximidade do fim do prazo para que Witzel apresentasse sua defesa, que terminaria  nesta quarta-feira. 

“Entendo que assiste razĂŁo jurĂ­dica Ă  tese de violação ao enunciado nÂș 46 da SĂșmula Vinculante da JurisprudĂȘncia Dominante do STF e Ă  autoridade da decisĂŁo proferida na ADPF-MC nÂș 378/DF pelo Desembargador Elton Martinez Carvalho Leme, Relator do Mandado de Segurança nÂș 0045844-70.2020.8.19.0000, em trĂąmite perante o ÓrgĂŁo Especial do EgrĂ©gio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, ao legitimar o ato de formação da comissĂŁo especial de impeachment sem a obediĂȘncia Ă  necessĂĄria configuração proporcional dos partidos polĂ­ticos e blocos parlamentares e sem a realização de votação plenĂĄria dos nomes apresentados pelos lĂ­deres, ainda que de forma simbĂłlica”, disse o presidente do STF. 

Segundo a defesa de Witzel, o presidente da Assembleia do Rio, AndrĂ© Ceciliano (PT) feriu a lei federal que define o julgamento por crimes de responsabilidade e sĂșmulas do STF ao criar uma comissĂŁo especial sem votação e sem proporcionalidade de partidos. Um dos exemplos de jurisprudĂȘncia citados pelos advogados foi o caso da ex-presidente Dilma Rousseff, cujo rito foi definido pelo Supremo.  

Na semana passada, a Alerj pediu para que o pleito de Witzel nĂŁo fosse atendido — embora tenha admitido que a comissĂŁo que analisa o impeachment nĂŁo fosse exatamente proporcional.

“Com o devido respeito, por que uma comissĂŁo destinada a opinar – isto Ă©, a emitir parecer – sobre uma denĂșncia por crime de responsabilidade precisa ser tĂŁo grande a ponto de ultrapassar 35,7% da  composição plenĂĄria do Parlamento fluminense? Simplesmente, nĂŁo precisa!”, disse a Casa. NĂŁo convenceu. 

Com conteĂșdo Veja

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