Conselho do Ministério da Saúde responsabiliza Bolsonaro pelas 100 mil mortes
agosto 08, 2020O Conselho Nacional de Saúde (CNS), braço do Ministério da Saúde, vem sendo cada dia mais crítico ao presidente Jair Bolsonaro e a própria pasta. Neste sábado (8), dia em que o Brasil completou 100 mil mortes pelo novo coronavírus, o presidente do CNS, Fernando Pigatto, responsabiliza o governante.
"Todas as vidas importam. Nós não podemos deixar de registrar este triste momento da história do nosso país, fruto da irresponsabilidade criminosa e genocida do presidente da República e seus seguidores", afirmou em vídeo divulgado à imprensa.
O presidente da entidade ainda diz que o conselho continuará com a sua missão de salvar vidas. "Forte 'abraSUS' a todos e todas amigos e familiares de pessoas que perderam suas vidas. Por elas, continuaremos lutando", concluiu.
Quando Jair Bolsonaro sugeriu aos seus apoiadores que entrassem nos hospitais gravando vídeos para fiscalizarem a situação do gasto do dinheiro público, o CNS falou que isso era irresponsável e instigava pessoas a invadirem estruturas que já estavam deficientes por causa do novo coronavírus.
Além disso, o CNS também já declarou que a nova gestão da Saúde, de general Eduardo Pazuello, é uma "desordem" e que o governo federal deveria se apressar com a execução orçamentária da Saúde. Um dos últimos apontamentos negativos do Conselho é sobre os riscos do uso da cloroquina.
Com conteúdo CNN Brasil
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